Mercados operam em cautela com conflito no Oriente Médio e agenda de indicadores no radar


Os mercados globais operam com cautela nesta quinta-feira (5). Os índices futuros de Nova York recuam, enquanto investidores monitoram os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e tentam consolidar a recuperação observada na sessão anterior em Wall Street.

Na quarta-feira, as bolsas estadunidenses avançaram, impulsionadas por ações de tecnologia e semicondutores. O Dow Jones subiu 0,5%, interrompendo três pregões de perdas, enquanto o S&P 500 avançou 0,8% e o Nasdaq registrou alta de 1,3%.

O conflito no Oriente Médio chega ao sexto dia sem sinais claros de arrefecimento. Ainda assim, relatos de que autoridades iranianas teriam procurado o presidente Donald Trump para discutir um possível cessar-fogo trouxeram algum alívio parcial aos mercados.

A agenda econômica ganha destaque nesta quinta-feira, com dados de emprego no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, o governo divulga a taxa de desemprego de janeiro, com expectativa de 5,4%, além da balança comercial de fevereiro. Nos EUA, o foco está nos pedidos semanais de auxílio-desemprego, estimados em 215 mil solicitações.

Na véspera, o Federal Reserve, o banco central estadunidense, indicou que a economia norte-americana apresentou leve expansão nas últimas semanas, com preços ainda em alta e mercado de trabalho estável, sinal que reforça a atenção dos investidores para a próxima reunião de política monetária da instituição.

No noticiário corporativo, o principal destaque é a divulgação do balanço da Petrobras após o fechamento do mercado. A expectativa é de manutenção dos níveis elevados de produção, embora a queda do preço do petróleo Brent para cerca de US$ 63 por barril possa impactar os resultados.

No cenário político doméstico, pesquisas eleitorais para presidente e governadores também entram no radar dos investidores.

Enquanto isso, o petróleo volta a subir, mesmo diante da promessa dos Estados Unidos de garantir o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz e de sinais de possíveis negociações para encerrar o conflito.

Brasil

O Ibovespa reagiu na quarta-feira (4), após a pior queda do ano, e avançou 1,24%, aos 185.366 pontos, recuperando parte dos mais de 6 mil pontos perdidos na véspera. O movimento refletiu um ajuste técnico e a busca por oportunidades, mas o ambiente permanece volátil diante da escalada do conflito no Oriente Médio.

No câmbio, o real ganhou fôlego. O dólar comercial recuou 0,89%, para R$ 5,218, enquanto os juros futuros caíram ao longo de toda a curva, acompanhando a melhora do humor externo.

O gatilho para o alívio veio dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo de Donald Trump dará suporte a petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico e deve anunciar novas medidas nos próximos dias. A sinalização reduziu, ainda que temporariamente, o temor de interrupções na oferta global de petróleo.

Europa

Assim como na véspera, as bolsas europeias operam em queda com a escalada da tensão no Oriente Médio no radar. Os agentes também acompanham as divulgações de balanços corporativos, como das empresas |Merck, DHL Group, Reckitt Benckiser, Galderma Group e Universal Music Group.

STOXX 600: -0,45%
DAX (Alemanha): -0,57%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,30%
CAC 40 (França): -0,63%
FTSE MIB (Itália): -0,78%

Estados Unidos

Enquanto monitoram o conflito no Oriente Médio, investidores aguardam os resultados financeiros da rede varejista Kroger (na parte da manhã), Burlington, BJ’s Wholesale, Costco e Marvell Technology — estas últimas após o fechamento do mercado.

Dow Jones Futuro: -0,57%
S&P 500 Futuro: -0,43%
Nasdaq Futuro: -0,51%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em alta, acompanhando o movimento de Wall Street na véspera. O destaque da região é o indicador Kospi, da Coreia do Sul, que subiu 9,6% nesta quinta-feira, registrando uma forte recuperação em relação à sua pior sessão e caminhando para registrar seu melhor dia desde 2008.

Shanghai SE (China), +0,64%
Nikkei (Japão): +1,90%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,28%
Nifty 50 (Índia): +0,46%
Kospi (Coreia do Sul): +9,63%
ASX 200 (Austrália): +0,44%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem perto de 3% com a escalada do conflito no Oriente Médio no centro das atenções dos traders.

Petróleo WTI, +3,64%, a US$ 77,24 o barril
Petróleo Brent, +2,92%, a US$ 83,78 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados os preços de importados de janeiro.

Na zona do euro, serão divulgados dados das vendas no varejo de janeiro.

Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou um decreto para regulamentar a aplicação de salvaguardas voltadas à proteção de setores da economia caso efeitos de acordos comerciais gerem prejuízo relevante, conforme publicação no Diário Oficial da União na quarta-feira, em meio à finalização dos processos para entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia. As medidas poderão ser aplicadas quando as importações de um produto sujeito a condições preferenciais de qualquer acordo comercial aumentarem em quantidade e em condições que causem ou ameacem causar prejuízo grave à indústria doméstica, de acordo com o texto.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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