Mercados mundiais avançam com tensão no Oriente Médio no radar


Os mercados mundiais operam em trajetória positiva nesta terça-feira (14), com os índices futuros de Nova York se movimentando próximos da estabilidade, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada geopolítica no Oriente Médio. A sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a retomada das negociações com o Irã elevou as expectativas por um possível cessar-fogo, mas não foi suficiente para reduzir a aversão ao risco.

Autoridades estadunidenses e iranianas discutem a extensão de uma trégua de duas semanas, anunciada em 7 de abril, enquanto Washington mantém a estratégia de pressão sobre Teerã, incluindo o bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A medida, voltada a restringir as exportações de petróleo iraniano, amplia as incertezas sobre a oferta global de energia e sustenta a alta dos preços da commodity, que já superam os US$ 100 por barril.

No campo corporativo, a atenção se volta à temporada de balanços nos Estados Unidos. Após resultados mistos do Goldman Sachs, investidores monitoram os números de BlackRock, JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup, que podem oferecer sinais sobre a saúde do sistema financeiro em meio ao atual cenário.

A agenda econômica também ganha relevância com a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de março, projetado para avançar 1,1% no mês e 4,6% em 12 meses, além de dados semanais de estoques de petróleo.

No Brasil, os destaques ficam por conta de indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola e a Pesquisa Mensal de Serviços, enquanto a CNT/MDA publica nova pesquisa eleitoral.

O pano de fundo segue sendo a volatilidade no mercado de energia, diante do impasse no Estreito de Ormuz e das ameaças de retaliação por parte do Irã, fatores que reforçam a cautela nos mercados globais.

Brasil

Ibovespa atingiu novo recorde histórico na segunda-feira (13), ao fechar aos 198.000,71 pontos, com alta de 0,34%. É a primeira vez que o principal índice da Bolsa brasileira supera o patamar dos 198 mil pontos em fechamento. No câmbio, o dólar à vista caiu 0,29%, encerrando o dia a R$ 4,9970, abaixo da marca de R$ 5.

O movimento dos mercados refletiu as negociações de cessar-fogo no Oriente Médio. Pela manhã, o tom era de cautela após o fracasso nas negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de medidas mais duras envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para cerca de 20% do petróleo global. À tarde, no entanto, declarações indicando a retomada de diálogo entre as partes mudaram o humor dos investidores.

Europa

As bolsas europeias sobem hoje diante da expectativa da retomada das negociações de cessar-fogo no Oriente Médio, enquanto os investidores aguardam os balanços de empresas como Kering, Givaudan, Sika e Publicis Groupe.

STOXX 600: +0,75%
DAX (Alemanha): +1,05%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,38%
CAC 40 (França): +0,57%
FTSE MIB (Itália): +0,67%

Estados Unidos

Os índices futuros operam com alta hoje, com os investidores de olho nas negociações de cessar-fogo no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, repercutem os resultados do Goldman Sachs na véspera, enquanto aguardam para hoje balanços de BlackRock, JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup.

Dow Jones Futuro: +0,14%
S&P 500 Futuro: +0,20%
Nasdaq Futuro: +0,36%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta, acompanhando Wall Street. Os agentes acompanham as negociações entre EUA e Irã e, ao mesmo tempo, repercutem os dados das exportações da China, que ficaram abaixo das estimativas. As vendas externas chinesas atingiram 2,5% em dólares no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior. A previsão era de 8,6%.

Shanghai SE (China), +0,95%
Nikkei (Japão): +2,43%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,82%
Nifty 50 (Índia): fechado por feriado
ASX 200 (Austrália): +0,50%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa hoje, com sinais de que Washington e Teerã podem retomar as negociações de cessar-fogo após o início do bloqueio estadunidense ao Estreito de Ormuz.

Petróleo WTI, -2,24%, a US$ 96,86 o barril
Petróleo Brent, -0,93%, a US$ 92,09 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados os preços ao produtor de março. O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulga relatório de perspectivas globais.

Por aqui, no Brasil, o Banco Central informou na segunda-feira ter firmado um acordo de cooperação técnica com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ampliar a troca de informações sobre operações de crédito no país, fortalecendo o monitoramento e avaliação de riscos para o sistema financeiro. A nova cooperação permitirá um compartilhamento de dados mais amplo, passando a incluir informações de outras entidades reguladas pela CVM, como as companhias securitizadoras.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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