Futuros de NY avançam com alívio geopolítico e expectativa de negociações EUA-Irã


Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta sexta-feira (17), impulsionados por sinais de distensão geopolítica após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito envolvendo o Irã “deve terminar em breve”.

O republicano afirmou, durante evento em Las Vegas, que a situação está “indo às mil maravilhas” e mencionou a possibilidade de uma nova rodada de negociações presenciais entre EUA e Irã já no próximo fim de semana. As falas vieram na sequência do anúncio de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, medida que visa abrir espaço para tratativas diplomáticas.

O cenário mais favorável ao risco tem sustentado os ganhos em Wall Street ao longo da semana. O Dow Jones acumula alta de 1,4%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançam 3,3% e 5,2%, respectivamente.

Na agenda econômica, o dia é mais esvaziado no exterior, com destaque para falas de dirigentes do Federal Reserve, o banco central estadunidense, ao longo da tarde. No Brasil, os investidores acompanham dados de inflação, como o IPC da Fipe e a prévia do IGP-M da FGV, além de declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Washington.

No noticiário corporativo, o mercado repercute os dados operacionais do primeiro trimestre da Vale, divulgados na véspera.

O pano de fundo global segue sendo o cessar-fogo já em vigor entre Israel e Líbano, que prevê uma trégua inicial de 10 dias, com possibilidade de extensão mediante acordo entre as partes, reforçando a expectativa de avanço nas negociações por um acordo mais duradouro de segurança e paz.

Brasil

Ibovespa registrou a segunda queda consecutiva na quinta-feira (16), após uma sequência de onze altas, recuando 0,46%, aos 196.818 pontos, com perda de 919 pontos. Apesar de ensaiar recuperação pela manhã e voltar aos 198 mil pontos, o índice firmou trajetória negativa ao longo do dia. Ainda assim, permanece cerca de 8 mil pontos acima do nível pré-conflito no Oriente Médio.

O dólar interrompeu uma série de seis sessões de queda, mas com leve alta de 0,02%, cotado a R$ 4,993. No mercado de juros, os contratos futuros (DIs) avançaram em toda a curva, refletindo maior cautela dos investidores diante do cenário externo.

As incertezas geopolíticas em torno da guerra Estados Unidos, Israel contra o Irã seguem como principal vetor de risco.

Europa

As bolsas europeias operam sem direção única, com as notícias do conflito no Oriente Médio no radar, pois já há impactos no setor corporativo. A companhia aérea Lufthansa anunciou que iria suspender as operações de dezenas de aeronaves e reduzir a capacidade de voos, em meio ao aumento dos preços dos combustíveis como consequência do conflito.

STOXX 600: +0,05%
DAX (Alemanha): +0,36%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,17%
CAC 40 (França): +0,31%
FTSE MIB (Itália): +0,43%

Estados Unidos

Na esfera corporativa, as ações da Netflix caíram mais de 9% na quinta-feira, depois que a gigante do streaming apresentou uma previsão decepcionante e anunciou que o cofundador e presidente do conselho, Reed Hastings, deixará o cargo em junho.

Dow Jones Futuro: +0,27%
S&P 500 Futuro: +0,13%
Nasdaq Futuro: +0,01%

Ásia

As bolsas da Ásia-Pacífico foram na contramão de Wall Street e fecharam majoritariamente em baixa.

Shanghai SE (China), -0,10%
Nikkei (Japão): -1,75%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,89%
Nifty 50 (Índia): +0,45%
ASX 200 (Austrália): -0,09%

Petróleo

Os preços do petróleo recuam após Donald Trump adotar um tom otimista sobre as perspectivas de um cessar-fogo permanente entre os EUA e o Irã.

Petróleo WTI, -1,10%, a US$ 93,65 o barril
Petróleo Brent, -1,54%, a US$ 89,77 o barril

Agenda

Com agenda esvaziada, os investidores acompanharão nos Estados Unidos falas de membros do Federal Reserve, o banco central estadunidense.

Por aqui, no Brasil, o governo do presidente Lula (PT) admite a possibilidade de incluir no projeto que termina com a escala de trabalho 6×1 uma transição, mas não há espaço para uma nova desoneração para compensar os empresários, disse o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto na quarta-feira, Guimarães afirmou que o presidente Lula pretende anunciar a redução da escala de trabalho em maio, quando se comemora o mês dos trabalhadores.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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