Filho de ex-subsecretário do RJ se entrega e é o terceiro preso suspeito de estupro coletivo


(Folhapress) – Vitor Hugo Oliveira Simonin foi preso na manhã desta quarta-feira (4) após se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele é um dos quatro réus no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos.

Simonin é filho do agora ex-subsecretário da gestão Cláudio Castro (PL) José Simonin, exonerado na terça da pasta de Governança, Compliance e Gestão Administrativa em meio à repercussão do caso.
Simonin chegou à delegacia andando e acompanhado de advogado. Ele vestia camiseta escura e boné preto. Nem ele nem sua defesa conversaram com a imprensa.

Ele é a terceira pessoa detida sob a suspeita de participar do estupro coletivo. Nesta terça (3), Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram à polícia e também foram presos.
O delegado da 12ª DP, Ângelo Lages, espera que o quarto foragido, Bruno Felipe Alegretti, se entregue ainda nesta quarta.

Há ainda um adolescente de 17 anos apontado como responsável por atrair a vítima. Ele foi indiciado, mas ainda não foi apreendido.

Vitor Hugo é ainda suspeito de um outro suposto estupro, denunciado pela mãe de uma adolescente na quarta-feira (3). O caso envolve uma estudante do colégio Dom Pedro II que teria sido atraída para o apartamento de Vitor Hugo após uma festa da instituição, em outubro do ano passado.

Cartaz divulgado dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo (Foto: Divulgação / Disque Denúncia)

Relembre o caso

Quatro homens foram formalmente indiciados pelo crime de estupro cometido em conjunto, e a Justiça determinou a prisão preventiva de todos eles. São eles:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos;
  • João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos;
  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos;
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos.

Além deles, o adolescente apontado como responsável por convidar a vítima também responde a procedimento por ato infracional equivalente ao mesmo crime. O caso dele foi separado e encaminhado à Vara da Infância e Juventude, que ainda não havia deliberado sobre eventual medida de apreensão. Por se tratar de menor de idade, sua identidade permanece sob sigilo.

De acordo com as investigações conduzidas pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), a jovem teria sido chamada pelo ex-namorado, um adolescente, para ir ao apartamento de um amigo dele na noite de 31 de janeiro. O imóvel fica na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Conforme apurado, o rapaz sugeriu que ela levasse uma amiga. Como não conseguiu companhia, a adolescente foi sozinha ao encontro. Ainda no elevador, ele informou que outros amigos estavam no apartamento e mencionou a possibilidade de fazerem “algo diferente”, proposta que, segundo relato da vítima, foi prontamente recusada.

Já dentro do imóvel, a jovem foi conduzida a um dos quartos. Enquanto mantinha relação sexual com o ex-namorado, outros quatro rapazes entraram no cômodo. A vítima declarou que, após insistência, aceitou apenas que eles permanecessem no local, desde que não houvesse qualquer contato físico.

Segundo seu depoimento, porém, os demais presentes teriam retirado as roupas e passado a tocá-la e beijá-la sem consentimento, obrigando-a a praticar sexo oral e a manter relações com todos. Ela também relatou agressões físicas, incluindo tapas, socos e um chute na região do abdômen. Ao tentar deixar o quarto, afirmou que foi impedida.





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