admin – My Blog https://lj.amazonasreporter.com My WordPress Blog Tue, 21 Apr 2026 11:03:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Imprensa trata Flávio Bolsonaro como se ele não representasse risco à democracia https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/imprensa-trata-flavio-bolsonaro-como-se-ele-nao-representasse-risco-a-democracia/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/imprensa-trata-flavio-bolsonaro-como-se-ele-nao-representasse-risco-a-democracia/#respond Tue, 21 Apr 2026 11:03:07 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/imprensa-trata-flavio-bolsonaro-como-se-ele-nao-representasse-risco-a-democracia/

A imprensa brasileira sofre de uma doença que parece incurável: o “isentismo”. É a tentativa de parecer isenta mesmo diante de grupos e personagens que representam óbvia ameaça ao Estado Democrático de Direito.

Foi assim que Jair Bolsonaro e seus asseclas cresceram na campanha de 2018. Primeiro foram tratados como azarões anedóticos e depois aceitos como players comuns do jogo democrático. Estava na cara que não eram nada disso. Desde o início, o bolsonarismo mostrou as garras, cóm fake news, ofensas, ameaças aos adversários, agressões, exaltação à ditadura, desrespeito às instituições.

Bolsonaro nunca foi homem de meias palavras e em momento nenhum escondeu sua brutalidade, seu jeitão golpista. No máximo, repetia querer manter-se “dentro das quatro linhas da Constituição”, mesmo quando já estava bem longe delas.

Apesar disso, a maioria dos jornais, sites e emissoras preferiu dispensar a ele tratamento protocolar.

Até meados do mandato de Bolsonaro tinha editor que recomendava a seus jornalistas que não o classificassem como alguém de extrema direita. Apesar de todas as invencionices que o presidente despejava diariamente no cercadinho, demorou para que os veículos usassem em relação a ele o adjetivo “mentiroso”.

Deu no que deu: Bolsonaro teve espaço para liberar armas, bagunçar a educação, autorizar a devastação do meio ambiente, fazer campanha contra o processo eleitoral brasileiro, esculhambar a política externa, entupir a máquina pública de parasitas ideológicos, propiciar a morte de centenas de milhares de pessoas na pandemia e, como fecho de ouro, consumar a esperada tentativa de golpe de Estado, felizmente fracassada.

Nesse momento, justiça seja feita, a grande imprensa mudou de tom e foi fundamental para a derrota do golpismo.

Passado o susto, no entanto, o “isentismo” voltou.

Vários aliados na tentativa de derrubar a democracia recuperaram espaço na mídia. Estão por toda parte, usando a imprensa para atacar o governo e dar opiniões sobre o Brasil, como se quisessem o bem dos brasileiros.

É algo como imaginar Marcola, o chefão do PCC, dar entrevista com recomendações sobre Segurança Pública.

Um desses golpistas que recuperou prestígio na mídia é Flávio Bolsonaro, o senador pré-candidato da extrema direita à Presidência da República. O filho 01 de Bolsonaro é tratado nas manchetes como postulante comum ao Planalto, sem ressalvas.

O noticiário mostra as estratégias eleitorais de Flávio, a montagem de sua equipe de campanha, as críticas que faz a Lula, o esforço para se mostrar como “moderado”, o desempenho nas pesquisas, as dancinhas constrangedoras que arrisca em cima dos palanques, Brasil afora (clara campanha antecipada, nas barbas do TSE).

O noticiário só não destaca o principal: Flávio Bolsonaro é tão golpista quanto o pai.

Tem os mesmos objetivos, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente e dos irmãos, defende abertamente a intervenção do governo Trump no Brasil (como reiterou em recente visita aos Estados Unidos), louva ditadores, ataca as instituições.

Alguém tem dúvida disso?

A grande diferença é que não propaga seus ideais autoritários aos gritos e palavrões, como fazia o pai. Nesse sentido, é mais palatável — e por isso mais perigoso.

Pode-se argumentar que é da lógica jornalística ouvir todos os grupos políticos, até mesmo os golpistas. Isso pode ser verdadeiro, desde que imprensa não abra mão do senso crítico. E é o que está ocorrendo: o candidato bolsonarista tem se beneficiado do “isentismo” da mídia para passar-se por democrata.

Quando todos acordarem — inclusive a imprensa –, mais uma vez poderá ser tarde demais. Assim como Trump 2 tem sido mais devastador para os Estados Unidos e para o mundo, Bolsonaro 2 será bem mais perigoso para o Brasil.

Que tal usar a lógica das embalagens de cigarro, aquelas que alertam para os riscos do fumo para a saúde? A cada aparição do candidato extremista deveria ser exibida uma imagem dos vândalos do 8 de Janeiro, com a mensagem: “Cuidado, bolsonarismo faz mal à democracia brasileira”.

Na falta desse recurso, o simples exercício do senso crítico no jornalismo já seria uma boa notícia.





ICL Notícias

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Chefe da campanha de Flávio Bolsonaro critica proposta de Dino publicada no ICL; Gleisi elogia https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/chefe-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-critica-proposta-de-dino-publicada-no-icl-gleisi-elogia/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/chefe-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-critica-proposta-de-dino-publicada-no-icl-gleisi-elogia/#respond Tue, 21 Apr 2026 09:44:12 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/chefe-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-critica-proposta-de-dino-publicada-no-icl-gleisi-elogia/

Por Ana Gabriela Oliveira Lima

(Folhapress) – A proposta de Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de uma reforma no Judiciário gerou reação de dois dos principais porta-vozes da esquerda e da direita no debate político.

Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e chefe na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, questionou o que seria a convergência entre a manifestação do ministro com posicionamentos recentes do PT. Já a pré-candidata ao Senado e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula (PT), Gleisi Hoffmann, elogiou a iniciativa.

Nesta segunda-feira (20), Flávio Dino publicou um artigo no portal ICL Notícias, no qual falou a favor de uma reforma no Judiciário.

Dino defendeu a ideia de que o STF tem sofrido maior escrutínio por se envolver em temas como negacionismo climático e defesa da democracia. Falou também sobre a necessidade de alterações robustas no Sistema de Justiça, para além de “mudanças superficiais, assentadas em slogans fáceis, ou de caráter puramente retaliatório”.

Por fim, propôs 15 “eixos para esse redesenho normativo”, dentre eles a revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça e a revisão das competências constitucionais dos Tribunais Superiores.

Gleisi Hoffmann classificou como “muito bom” o artigo do magistrado. Ela reforçou a perspectiva de que as críticas contra o STF estariam crescendo depois de decisões sobre temas como a tentativa de golpe do 8 de Janeiro.

“Fortalecer o sistema de justiça para que os direitos de todas e todos brasileiros sejam efetivados de forma rápida e confiável, esse deve ser o objetivo de uma reforma no Judiciário, como bem disse o ministro Dino ‘O Brasil precisa de mais Justiça, não menos’ “, afirmou Hoffmann.

No outro lado, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a convergência entre o artigo de Dino e as propostas do PT sobre o tema. Figuras como o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, têm defendido a necessidade de reformas estruturais, inclusive do Judiciário, para aproximar a sociedade do Estado.

O tema aparece também no novo programa político do PT, que defende a criação de um manual de conduta para o Supremo, como mostrou a coluna Painel. O texto deve ser aprovado em congresso partidário programado para acontecer entre os dias 24 e 26 de abril, em Brasília.

Segundo Rogério Marinho, “a convergência entre o artigo do ministro Flávio Dino e a defesa de reforma do Judiciário pelo Partido dos Trabalhadores no mesmo dia levanta dúvidas legítimas sobre a condução desse debate”.

O chefe da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência afirmou nas redes sociais considerar necessária uma reforma no Judiciário, mas disse que “cabe ao Poder Legislativo liderar esse processo”.

Ele citou o que classificou como “temas centrais” ainda ignorados na discussão, como o uso recorrente de decisões monocráticas e a atuação de parentes de ministros em processos que poderão ser julgados por eles.

“É igualmente necessário que o Supremo Tribunal Federal resgate seu papel originário de corte constitucional, inclusive com a revisão dos legitimados para propor ações, evitando a banalização de sua atuação e a transformação da Corte em instância de investigação permanente, com inquéritos intermináveis instaurados de ofício, em desvio de sua função institucional”, afirmou Marinho.

“Sem enfrentar esses pontos, qualquer proposta de reforma corre o risco de ser apenas um ajuste conveniente, e não uma mudança real a serviço da Justiça e da sociedade”.





ICL Notícias

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Pesquisa mostra as 10 principais habilidades exigidas no mercado de trabalho atual https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/pesquisa-mostra-as-10-principais-habilidades-exigidas-no-mercado-de-trabalho-atual/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/pesquisa-mostra-as-10-principais-habilidades-exigidas-no-mercado-de-trabalho-atual/#respond Tue, 21 Apr 2026 08:13:22 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/pesquisa-mostra-as-10-principais-habilidades-exigidas-no-mercado-de-trabalho-atual/

Quais são as principais hablidades para se destacar no mercado de trabalho atual, cada vez mais competitivo?  Recentemente, uma pesquisa do LinkedIn analisou vagas de empregos em sua plataforma e divulgou algumas das habilidades mais exigidas pelas empresas atualmente.

Destacar-se no competitivo mercado de trabalho atual exige estratégia. Há 10 ou 20 anos, talvez fosse possível entrar num escritório, pedir um emprego e receber uma oferta no mesmo dia, mas hoje não é mais assim. As indústrias estão evoluindo e as demandas são altas. Com isso, as habilidades dos candidatos devem atender às expectativas do mercado e da indústria na qual trabalham.

Isso significa que se você, como candidato ou pessoa empregada que busca novas oportunidades, aprimorar suas competências de várias maneiras, terá mais chances de se destacar em oportunidades de emprego.

10 habilidades em demanda para desenvolver

  1. Gestão
  2. Comunicação
  3. Atendimento ao cliente
  4. Liderança
  5. Vendas
  6. Gestão de Projetos
  7. Pesquisa
  8. Habilidades analíticas
  9. Marketing
  10. Trabalho em equipe

Não espere ficar desempregado para começar a desenvolver novas habilidades. Comece definindo metas de desenvolvimento profissional. Enquanto trabalha, você pode aprimorar suas habilidades de várias maneiras, como pedir ao seu chefe que lhe dê acesso a projetos nos quais você desenvolverá diferentes competências, ficar por dentro das tendências do seu setor, ouvir podcasts e, até mesmo, fazer parte de grupos de estudo e de networking.

Como as empresas podem estimular a capacitação de seus funcionários

Os profissionais de pesquisa e desenvolvimento das empresas trabalham com orçamentos cada vez menores. No entanto, Jeremy Walsh, vice-presidente executivo de employer solutions da empresa norte-americana de capacitação All Campus, acredita que os empregadores ainda podem promover programas eficazes e estratégicos de desenvolvimento profissional, que maximizem os recursos sem sacrificar o desenvolvimento de competências, mesmo com restrições de orçamento.

“Os empregadores devem identificar as habilidades que terão o maior impacto em direção aos objetivos de desenvolvimento da empresa”, ele diz.

Candidatos, empregadores e profissionais podem desempenhar um papel único na dinamização da economia e na preparação de pessoas para o mercado de trabalho do futuro. Reserve um tempo hoje para dar pelo menos um pequeno passo em direção ao desenvolvimento de seu objetivo de carreira. Um passo na direção certa levará a outro e te colocará na jornada para se tornar um profissional competitivo.

*Com informações de Forbes Brasil 

 





ICL Notícias

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Lula e Merz criticam guerra no Oriente Médio e ameaças contra Cuba https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/lula-e-merz-criticam-guerra-no-oriente-medio-e-ameacas-contra-cuba/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/lula-e-merz-criticam-guerra-no-oriente-medio-e-ameacas-contra-cuba/#respond Tue, 21 Apr 2026 07:02:51 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/21/lula-e-merz-criticam-guerra-no-oriente-medio-e-ameacas-contra-cuba/

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se, nesta segunda-feira (20), em Hannover, na Alemanha, com o chanceler federal do país, Friedrich Merz. Esta é a terceira vez que eles se encontram, desde 2023. Além da visita oficial ao país europeu, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe, que este ano destaca o Brasil. Ele também participou de um encontro com empresários brasileiros e alemães, em que destacou as oportunidades no setor de biocombustíveis.

Após a reunião bilateral, em que os dois líderes assinaram acordos de cooperação em diversas áreas, Lula e Merz concederam uma entrevista à imprensa e comentaram a situação de incerteza global em meio a guerra no Oriente Médio. Também abordaram outras ameaças em curso, como a possibilidade dos Estados Unidos deflagrarem uma intervenção militar em Cuba, com base em ameaças reiteradas do presidente norte-americano Donald Trump.

Lula voltou a dizer que o atual conflito no Oriente Médio não tem justificativa e criticou o que chamou de uma omissão da própria Organização das Nações Unidas (ONU) em fomentar soluções diplomáticas que interrompam a situação de instabilidade global.

“A prevalência das forças sobre o direito é a mais grave ameaça à paz e à segurança internacional. Estamos profundamente preocupados com os riscos da retomada do conflito no Irã e da escalada no Líbano. A sobrevivência do Estado Palestino e do seu povo segue ameaçada”, afirmou.

O presidente brasileiro também citou o conflito na Ucrânia, onde “a almejada paz permanece cada vez mais distante”.

“Entre a ação dos que provocam guerra e a omissão dos que preferem se calar, a ONU está mais uma vez paralisada. Brasil e Alemanha defendem há décadas uma reforma que recupere a legitimidade do Conselho de Segurança”, pontuou o presidente brasileiro.

Questionado por jornalistas, o chanceler alemão afirmou ter pedido uma reunião extraordinária nas Nações Unidas para conversar sobre medias a serem propostas. Ele lamentou o fato do Estreito de Ormuz, no Irã, ter sido fechado novamente e ressaltou as implicações econômicas para a guerra que vão muito além do Oriente Médio.

“A reabertura do Estreito de Ormuz tinha sido anunciada e feita, e depois fecharam de novo. Por isso, os preços [do petróleo] aumentaram de novo. Nosso apelo vai para o Irã, de cessar-fogo. Nosso apelo vai também para os EUA para que procurem soluções diplomáticas. As implicações e consequências da guerra não atingem apenas o Oriente Médio, mas pode levar a uma desestabilização política”, afirmou Friedrich Merz.

Segundo o chefe do governo alemão, a estabilidade energética mundial tem como pré-requisito o fim imediato do conflito.

Sobre Cuba, Friedrich Merz afirmou que a Alemanha não vê nenhuma base legal para qualquer intervenção no país caribenho.

“Não vemos que exista algum tipo de perigo para países terceiros, então não sei porque seria necessário haver uma intervenção”, disse o chanceler alemão que, novamente, apelou por soluções diplomáticas.

“Poder se defender não quer dizer poder interferir em outros países que têm sistemas políticos que não nos agradam”, acrescentou.

Já Lula reafirmou sua posição contrária a intervenções unilaterais seja em Cuba ou em outras regiões como Venezuela, Ucrânia, Irã e Faixa de Gaza.

“Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Eu sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política sobre como uma sociedade deve se organizar ou não”, disse o presidente Lula.

Ele também criticou o bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba há quase 70 anos. “Se a gente continuar a acreditar que deve prevalecer a lei do mais forte, isso já aconteceu outras vezes no mundo e não deu certo”, completou.

Acordo Mercosul-UE

Na declaração à imprensa, os dois líderes celebraram a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entrará em vigor, de forma provisória, a partir de maio.

“O Brasil foi e é um grande defensor do acordo UE-Mercosul. Fizemos parte daquele grupo que realmente insistiu que aquele acordo entrasse em vigor, então foi êxito em comum. E, entrando em vigor, vai fomentar cada vez mais nossa cooperação na área de tecnologia, inteligência artificial, economia circular, agricultura, energia”, destacou o chanceler alemão.

Para Lula, a entrada em vigor do acordo no mês que vem abre espaço para uma parceria abrangente, que vai muito além do livre comércio. “Estamos falando de um modelo de cooperação que valoriza e protege os trabalhadores, os direitos humanos e o meio ambiente”, disse.

O presidente brasileiro, no entanto, criticou medidas europeias de impor, segundo ele, mecanismos unilaterais de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis.

“Um acordo só se sustenta se há equilíbrio nas concessões feitas de parte a parte. Uma série de medidas adotas pela União Europeia ameaçam, no entanto, desnivelar os pratos dessa balança. É legítimo impulsionar políticas de descarbonização, preservação ambiental e desenvolvimento industrial, mas não é correto adotar métricas que não são fidedignas à realidade nem compatíveis com regras multilaterais”, argumentou.

Acordos assinados

Em sua declaração a jornalistas, Lula afirmou que os governos de Brasil e Alemanha assinaram acordos de cooperação nas áreas de defesa, inteligência artificial, tecnologias quânticas, infraestrutura, economia circular, eficiência energética, bioeconomia e pesquisa oceânica e climática.

Terceira maior economia mundial, a Alemanha figura atualmente como o quarto principal parceiro comercial do Brasil, com intercâmbio de cerca US$ 21 bilhões em trocas de bens e serviços entre os dois países, segundo números de 2025. É um dos maiores investidores diretos no Brasil, com estoque de mais de US$ 40 bilhões.

Minerais críticos e biocombustíveis

Friedrich Merz também manifestou o interesse da Alemanha em explorar o setor de minerais críticos, elementos essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética (baterias, painéis solares, turbinas), cuja oferta enfrenta riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. O Brasil está entre as maiores reservas dessas matérias-primas no planeta.

“Estamos aprofundando nossa relação na área de matéria-prima crítica e isso e uma base central para desenvolvermos as tecnologias do futuro”, disse o alemão.

Sobre esse tema, Lula reforçou a posição brasileira de não ser apenas um fornecedor do mineral, mas sim um desenvolvedor de tecnologia.

“Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities”.

Ambos os líderes também destacaram o potencial de parceria na área de biocombustíveis, inclusive como ferramenta de descarbonização do setor de transportes.

“Não existe segurança energética sem diversificação. A recente alta nos preços do petróleo mostra que está mais do que na hora da Europa superar sua resistência ideológica aos biocombustíveis. Eles são uma opção barata, confiável e eficiente para descarbonizar o setor de transporte. Com o conhecimento acumulado ao longo de cinco décadas, o Brasil é capaz de produzir etanol e biodiesel sem comprometer a produção de alimentos e as áreas de florestas”, afirmou Lula.

Na mesma linha, Friedrich Merz defendeu investimentos na adoção de combustíveis renováveis como forma de diversificar as fontes.

“Tem um caminhão no stand da feira [de Hannover] movido a biocombustível. Sabemos que, no Brasil, essa tecnologia avançou muito e demonstra que nós podemos aprender com o Brasil também”, diss





ICL Notícias

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Nos EUA, homem atira e mata oito crianças, sete delas seus filhos https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/20/nos-eua-homem-atira-e-mata-oito-criancas-sete-delas-seus-filhos/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/20/nos-eua-homem-atira-e-mata-oito-criancas-sete-delas-seus-filhos/#respond Mon, 20 Apr 2026 09:28:30 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/20/nos-eua-homem-atira-e-mata-oito-criancas-sete-delas-seus-filhos/

Por AFP

O homem que matou oito crianças neste domingo (19) em um ataque a tiros na Louisiana, nos Estados Unidos, era pai de sete das vítimas, segundo a polícia. O atirador foi identificado como  Shamar Elkins.

O episódio, que aconteceu pouco depois das 6h locais (8h de Brasília) na cidade de Shreveport, foi o tiroteio em massa mais mortífero dos Estados Unidos em mais de dois anos, segundo dados do Gun Violence Archive.

O prefeito da cidade, Tom Arceneaux, disse à CNN que não estava claro se os atiradores morreram por um tiro autoinfligido ou se foi morto pela polícia.

A polícia havia informado anteriormente que o homem, cuja identidade não foi imediatamente revelada, foi morto após uma perseguição de carro. Nenhum agente ficou ferido no incidente, segundo a corporação.

O policial Chris Bordelon afirmou em coletiva de imprensa que a cena do crime é “bastante extensa” e abrange três residências que estavam sendo minuciosamente operadas pelos pesquisadores.

As idades das vítimas vão de 1 a 14 anos, segundo Bordelon. “Algumas crianças eram descendentes” dos atiradores, acrescentou.

Outras duas pessoas foram atingidas por disparos, mas o estado de saúde delas não foi divulgado.

“Acreditamos que ele foi o único indivíduo que efetuou disparos nestes locais”, afirmou Bordelon, que classificou o ocorrido como “violência doméstica”.

A polícia informou que mais detalhes sobre as vítimas e o autor dos disparos seriam divulgados depois dos familiares mais próximos serem notificados.

Um dos dois senadores da Luisiana no Congresso dos Estados Unidos, o republicano Bill Cassidy, classificou o incidente como um episódio de “violência atroz” e desejou rápida recuperação aos sobreviventes.

O governador do estado, Jeff Landry, declarou estar “de coração partido”.

Mike Johnson, presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, condenou no X uma “tragédia sem sentido”.

Os Estados Unidos, onde o acesso às armas de fogo é muito fácil, têm uma longa história de violência armada que provoca a morte de milhares de pessoas todos os anos.

 

 

 





ICL Notícias

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China registra metade das patentes no mundo e busca soberania tecnológica https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/20/china-registra-metade-das-patentes-no-mundo-e-busca-soberania-tecnologica/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/20/china-registra-metade-das-patentes-no-mundo-e-busca-soberania-tecnologica/#respond Mon, 20 Apr 2026 07:02:28 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/20/china-registra-metade-das-patentes-no-mundo-e-busca-soberania-tecnologica/

Há sete anos, o distrito de Guangming simplesmente não existia. A decisão de ergue-lo ocorreu depois que empresas estabelecidas em Shenzhen, na China, identificaram uma escassez de algumas peças, pesquisas de ponta e, principalmente, de cientistas.

Como resultado, o governo decidiu criar uma cidade inteira da ciência, hoje com 1 milhão de habitantes.

Se por décadas o local era ocupado por fazendas, hoje ele conta com centros para ciências médicas, IA e novas matérias. Durante a visita da reportagem do ICL Notícias ao local, os responsáveis pelo distrito explicaram como a ambição é de que a região se transforme num dos epicentros do mundo para a criação de “ciência original”.

Em outras palavras: Guangming é parte de uma estratégia de soberania tecnológica.

Para os chineses, a ideia de apenas ser a “fábrica do mundo” está ultrapassada. Hoje, mais de 100 mil empresas estão sediadas no novo distrito, incluindo 1 mil companhias classificadas como “especializadas e sofisticadas” e mais de 2,2 mil empresas nacionais de alta tecnologia.

Uma das vitrines é o a Infraestrutura de Biologia Sintética, a maior plataforma de biologia sintética padronizada, automatizada e inteligente do mundo. Por menos de 100 reais, um cientista pode solicitar que sua pesquisa seja testada no local em equipamentos automatizados onde braços robóticos realizaram procedimentos com precisão.

Desde o seu lançamento oficial em 2024, a instalação tem prestado serviços a 97 universidades, institutos e empresas. Mais de 120 empresas de biologia sintética se estabeleceram em Guangming, avaliadas em um total de 5 bilhões de euros.

“No século 20, construíamos ferrovias e aeroportos”, contou um dos cientistas que apresentava o local. “Hoje, essa é a infraestrutura que estamos erguendo para abrir novos horizontes”, disse.

Hoje, Guangming já é a sétima maior cidade de ciência da China, num ranking que conta com mais de cem locais espalhados pelo país.

O caso, de fato, não é isolado. O setor de pesquisa e inovação foi selecionado pelo governo chinês como propriedade no desenvolvimento econômico do país, em especial no que se refere à Inteligência Artificial.

Há dez anos, o Conselho de Estado da China apresentou o primeiro esboço de sua estratégia de IA. Naquele momento, foi estabelecido que, até 2030, a China deveria ter desenvolvido sua “competitividade na indústria de IA” a um “nível de liderança mundial”.

Quando a estratégia começou a ser implementada, ela foi acusada de ser ambiciosa demais para um país que ainda era visto como culpado por piratear produtos estrangeiros.

Hoje, a realidade revela que a China já ocupa um dos postos de liderança no segmento, em meio a uma “corrida armamentista” épica em IA.

Segundo um levantamento da Universidade de Stanford, a liderança incontestável dos EUA por anos já não é mais uma garantia. Em 2025, a China já ocupou o primeiro lugar em publicações e citações de pesquisas em IA e está implantando robôs industriais integrados com IA a uma taxa quase nove vezes maior que a dos EUA.

O registro de patentes – um dos termômetros mais importantes para avaliar o êxito de um país em inovação – também revela uma transformação global sem precedentes nos últimos 80 anos.

Em 2024, a China representou mais de 74% das concessões de patentes de IA no mundo, em comparação com os distantes 12% dos EUA e os míseros 3% da União Europeia.

De acordo com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, a China submeteu metade de todos os pedidos de patentes do mundo. Um total de 1,8 milhão de pedidos de patentes foram apresentados pelo país naquele ano, três vezes o número apresentado aos EUA.

No que se refere às patentes internacionais, a China também lidera com ampla vantagem. Em 2025, os pedidos de patentes de Pequim aumentaram 5,3%, chegando a 73.718, enquanto os EUA registraram 52.617 — uma queda de 3%.

2025 foi o quarto ano consecutivo de declínio nos pedidos de patentes dos EUA. O ranking é completado pelo Japão, com 47.922, Coreia do Sul, com 25.016, e Alemanha, com 16.441.

Entre as empresas, mais uma vez a China lidera. A gigante de tecnologia Huawei foi, em 2025, a maior responsável por pedidos de patentes, com 7.523 casos. A empresa americana Qualcomm aparece apenas com 3 mil pedidos.

 





ICL Notícias

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Lula defende fim da 6×1 e diz que ganhos não podem valer só para ricos https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/lula-defende-fim-da-6x1-e-diz-que-ganhos-nao-podem-valer-so-para-ricos/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/lula-defende-fim-da-6x1-e-diz-que-ganhos-nao-podem-valer-so-para-ricos/#respond Sun, 19 Apr 2026 06:56:51 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/lula-defende-fim-da-6x1-e-diz-que-ganhos-nao-podem-valer-so-para-ricos/

Por Pedro Rafael Vilela – Agência Brasil

Dias após enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para reduzir a jornada e acabar com escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender as mudanças neste sábado (18). Ele discursou no Fórum Democracia Sempre, realizado em Barcelona, na Espanha. Segundo ele, os mais pobres também têm o direito de se beneficiar do aumento da produtividade no trabalho.

“No Brasil, nós estamos discutindo o fim da jornada 6×1. Porque me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa”, observou.

Diante de outros líderes latino-americanos e de representantes europeus, Lula afirmou que é preciso garantir progresso social para que a democracia não caia em descrédito com a população.

Lula participa da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Lula participa da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

“A democracia está perdendo credibilidade porque, muitas vezes, ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, ponderou.

Segundo o texto do governo federal enviado ao Congresso Nacional, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso. A proposta tem amplo apoio popular, mas enfrenta resistência de setores empresariais.

O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, o evento, organizado pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também conta com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile Gabriel Boric. No encontro, o presidente brasileiro também fez um duro discurso contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo.

 





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Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e diz que palavras de Trump sobre rota ‘não têm valor’ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/ira-volta-a-fechar-estreito-de-ormuz-e-diz-que-palavras-de-trump-sobre-rota-nao-tem-valor/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/ira-volta-a-fechar-estreito-de-ormuz-e-diz-que-palavras-de-trump-sobre-rota-nao-tem-valor/#respond Sun, 19 Apr 2026 05:55:39 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/ira-volta-a-fechar-estreito-de-ormuz-e-diz-que-palavras-de-trump-sobre-rota-nao-tem-valor/

A Guarda Revolucionária do Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz neste sábado (18), atirou em dois petroleiros indianos que transitavam pela via marítima e disse que o que o presidente dos EUA, Donald Trump, diz sobre a rota não tem validade.

As ações do Irã dois dias após o anúncio de Trump de um cessar-fogo de dez dias de Israel no Líbano, um dos pontos centrais das negociações na guerra dos EUA, Irã e Israel, que começou no dia 28 de fevereiro.

Neste sábado (18), tanto os EUA quanto o Irã sinalizam que conversas sobre negociação continuam em andamento. O Irã afirmou estar analisando novas propostas dos EUA e Trump disse que “conversas muito boas estão acontecendo”, ao ser questionado por jornalistas sobre a guerra com o Irã.

Novo fechamento do Estreito de Ormuz

O Irã voltou a restringir, neste sábado (18), o tráfego no Estreito de Ormuz e afirmou que a reabertura da via depende do fim das restrições impostas pelos Estados Unidos a portos iranianos. A decisão retoma a escalada de tensão após o país já ter alertado, na sexta-feira (17), que fecharia a passagem caso o bloqueio naval americano fosse mantido.

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Uma foto divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) mostra barcos manobrando em torno de uma embarcação durante um exercício militar no Estreito de Ormuz [Arquivo: Divulgação/Sepah News via AFP]

O presidente Donald Trump declarou que a presença militar dos EUA na região continuará até que as negociações com o Irã sejam concluídas “100%”. Apesar disso, afirmou que o estreito estaria aberto e pronto para o tráfego internacional, o que contrasta com a posição iraniana.

A reabertura da rota havia sido anunciada dias antes, após sinalizações de cessar-fogo envolvendo Israel e Líbano, tema central nas negociações mais amplas que incluem Irã e Estados Unidos. O controle do Estreito de Ormuz é considerado estratégico, já que a via é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Com o novo fechamento, forças iranianas dispararam contra dois petroleiros que atravessavam a região, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. De acordo com a autoridade, as embarcações e suas tripulações não sofreram danos.

O próprio Irã confirmou ter atirado contra navios-tanque indianos com o objetivo de forçá-los a deixar a área. Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que embarcações que se aproximarem do estreito poderão ser consideradas como colaboradoras de forças inimigas e, portanto, sujeitas a ataques.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado (18) que embarcações e seus proprietários devem seguir as notícias divulgadas pela própria Marinha, e que as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz “não têm validade”, segundo a Reuters.

Donald Trump prometeu acabar com a cidadania automática para qualquer pessoa nascida nos EUA. Foto: Getty Images
Donald Trump. (Foto: Getty Images)

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã também afirmou que navios que se aproximarem do Estreito de Ormuz serão considerados cooperando com o “inimigo” e serão alvo de ataque, segundo a mídia iraniana.

Especificamente sobre a Marinha dos EUA, o comandante local da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que a organização sofrerá um “duro golpe” se atacar embarcações iranianas.

 





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Brasil, Espanha e México prometem ampliar ajuda a Cuba em meio a bloqueio dos EUA https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/brasil-espanha-e-mexico-prometem-ampliar-ajuda-a-cuba-em-meio-a-bloqueio-dos-eua/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/brasil-espanha-e-mexico-prometem-ampliar-ajuda-a-cuba-em-meio-a-bloqueio-dos-eua/#respond Sun, 19 Apr 2026 00:34:22 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/19/brasil-espanha-e-mexico-prometem-ampliar-ajuda-a-cuba-em-meio-a-bloqueio-dos-eua/

Os governos de Brasil, Espanha e México anunciaram neste sábado (18) que vão ampliar a ajuda coordenada a Cuba para amenizar a crise humanitária atribuída ao bloqueio dos Estados Unidos. Em declaração conjunta, os três países defenderam diálogo em conformidade com a Carta da ONU e o direito dos cubanos de decidir seu próprio futuro. A nota não faz menção direta ao presidente dos EUA, Donald Trump.

O posicionamento foi divulgado após encontro em Barcelona entre o premiê Pedro Sánchez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Claudia Sheinbaum, durante cúpula internacional. O evento integra o Fórum Democracia Sempre, criado em 2024.

“À luz da evolução da situação em Cuba e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os Governos de Brasil, Espanha e México […] Reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

“[Brasil, México e Espanha] expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional. Comprometem-se a intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano”, acrescentou o Itamaraty.

Após a reunião, Lula participou de almoço com o presidente colombiano Gustavo Petro, além de Sheinbaum e do uruguaio Yamandú Orsi. O encontro foi marcado por críticas às guerras recentes, à perda de confiança no direito internacional e à crise de credibilidade da ONU, fatores que, segundo os líderes, impulsionam o extremismo.

Apagão, Cuba
Um homem carrega matéria-prima por uma rua de Havana após um apagão em 5 de março de 2026. Foto por YAMIL LAGE / AFP

Cuba

A situação em Cuba se agravou após medidas adotadas pelo governo de Donald Trump, que restringiu o fornecimento de petróleo à ilha. O impacto incluiu apagões e dificuldades em serviços essenciais, como hospitais, além de afetar acordos de cooperação médica.

No fim de março, houve uma trégua pontual com a autorização para um navio russo entregar combustível, mas a crise persiste, com risco de escassez de alimentos e itens básicos. Diante disso, países como Brasil e México, além de organizações internacionais, têm enviado ajuda humanitária, incluindo iniciativas como a flotilha Nuestra América Convoy.





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Ato critica uso de escola pública de SP em documentário do Brasil Paralelo https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/18/ato-critica-uso-de-escola-publica-de-sp-em-documentario-do-brasil-paralelo/ https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/18/ato-critica-uso-de-escola-publica-de-sp-em-documentario-do-brasil-paralelo/#respond Sat, 18 Apr 2026 21:27:48 +0000 https://lj.amazonasreporter.com/2026/04/18/ato-critica-uso-de-escola-publica-de-sp-em-documentario-do-brasil-paralelo/

Por Bruno Bocchini – Agência Brasil

Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira.

A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado.

A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.

“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.

Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo.

“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.

Ato critica uso de escola pública de SP em documentário do Brasil Paralelo
Produção da Brasil Paralelo gravou imagens na Emei Patrícia Galvão

Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.

A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.

““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.

Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.

Outro lado

A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações.

“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.

A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.

 





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