pré-estreia do documentário lota cinema em São Paulo


Por Leila Cangussu e Harmonic Comunicação

A pré-estreia do documentário Vai pra China, Eduardo, novo lançamento do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), lotou o Espaço Petrobras de Cinema, em São Paulo, na noite de quinta-feira, 9 de abril. A sessão reuniu convidados, integrantes do Instituto, parlamentares e público interessado em acompanhar, antes da estreia oficial, o novo capítulo da série.

O filme é protagonizado por Eduardo Moreira e dirigido por Juliana Baroni, e dá sequência à trilogia iniciada com viagens a Cuba e à Argentina. Desta vez, o foco é outro: entender como a China organiza seu desenvolvimento tecnológico e econômico fora do eixo das grandes empresas ocidentais.

A reação do público foi rápida. Durante o programa do ICL Notícias, exibido na manhã seguinte, comentaristas destacaram a qualidade técnica e o impacto visual do filme. “Dá pra ver que, no nível técnico, a qualidade do material está linda”, afirmou o jornalista César Calejon, após a exibição.

Além de integrantes do ICL, a sessão reuniu autoridades, artistas e formadores de opinião, reforçando o interesse em torno do tema e o alcance do debate proposto pelo documentário.

Filme nasce de conflito com big techs

O ponto de partida do documentário não foi a China em si, mas uma experiência anterior da equipe.

Durante a divulgação de Vai pra Argentina, carajo!, o grupo enfrentou dificuldades para impulsionar o conteúdo nas plataformas digitais. A limitação no alcance e o bloqueio de anúncios levantaram uma questão: quem decide o que circula hoje na internet?

A partir disso, a equipe decidiu investigar se existem outros modelos possíveis de desenvolvimento tecnológico e comunicação fora do domínio das big techs americanas. A resposta levou o projeto até a China.

Esse movimento dá o tom do filme, que se organiza menos como uma viagem e mais como uma investigação sobre poder, tecnologia e circulação de informação.

Imersão mostra um país além dos estereótipos

Gravado em outubro de 2025, o documentário percorre cidades como Xangai, Shenzhen, Hangzhou e Pequim, buscando entender, na prática, o que sustenta o avanço chinês.

Segundo o material apresentado na pré-estreia, o filme não se limita à tecnologia. Ele observa também a organização das cidades, a integração de serviços e a relação entre planejamento estatal e desenvolvimento econômico.

“O que a gente encontrou na China foi uma realidade muito mais complexa do que a imagem que normalmente chega até nós. Existe ali uma lógica de desenvolvimento que coloca planejamento de longo prazo e bem-estar coletivo no centro das decisões”, afirma Eduardo Moreira no documentário.

Ao longo da narrativa, a produção também mostra como esse desenvolvimento está ligado a uma lógica de planejamento de longo prazo e coordenação entre setores, elementos que ajudam a sustentar o crescimento observado no país.

Debate político e econômico marca a recepção

A sessão também teve presença de figuras públicas e reforçou o caráter político da obra. Estiveram no evento nomes como o deputado federal e ex-ministro Paulo Teixeira e o deputado estadual e ex-senador Eduardo Suplicy, além de figuras como o rapper Gog, o influencer Kenji Normose, os apresentadores dos programas do ICL e membros da comunidade do Instituto Conhecimento Liberta.

A presença dessas figuras dialoga com o próprio conteúdo do filme, que atravessa temas como soberania tecnológica, planejamento econômico e o papel do Estado no desenvolvimento.

Com entrevistas com lideranças acadêmicas, executivos e especialistas, o documentário amplia o debate e propõe uma leitura mais abrangente sobre o papel da China no cenário internacional.

 “A China está muito à frente de qualquer lugar do mundo, mas não deixa de estar de mãos dadas com o passado”, resume Baroni. “Por isso, chama tanto a atenção o momento do filme em que contamos a história do país. Porque não dá para entender a China atual sem olhar para tudo o que eles passaram. Eles, realmente, estão em outra ‘dimensão”.

Eduardo Moreira, Juliana Baroni e Eduardo Suplicy durante o lançamento do documentário "Vai pra China, Eduardo", em São Paulo.
Eduardo Moreira, Juliana Baroni e Eduardo Suplicy durante o lançamento do documentário “Vai pra China, Eduardo”, em São Paulo. Foto: ICL / Leo Orestes

Estreia será ao vivo e sem replay

Depois da pré-estreia em São Paulo, o documentário chega ao público no próximo domingo, 12 de abril, às 20h.

A exibição será ao vivo, sem replay, seguida de debate com a equipe envolvida no projeto. A proposta é ampliar a discussão iniciada no filme e trazer o público para o centro da conversa.

Quem quiser assistir precisa se inscrever antecipadamente para garantir acesso à sessão. Depois da exibição, o debate segue a partir das perguntas que o próprio filme deixa em aberto. Garanta a sua vaga aqui.





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